
4 — Carta para tua irmã.
Irmã, não sei por onde começar a descrever. Uma pessoa tão simples e meiga, fazendo cada sorriso meu ter um significado maravilhoso. Não sou boa em escrever cartas, então não reclame. Por onde eu deveria começar? Dizendo que eu te amo? Acho que nunca disse isso. Momentos não faltaram, o que faltaram foram as palavras. Mas o que são as palavras comparadas aos gestos? Eu só queria poder te abraçar todo dia, me perder em seus braços, ouvindo um “tudo vai ficar bem”. Afinal, é isso o que as irmãs devem fazer. Eu queria poder estar ao seu lado, 25 horas por dia, 8 dias por semana e 32 dias por mês. Mas lembre-se, mesmo eu não estando do seu lado fisicamente, estou em pensamento, no seu coração, assim como você ocupa grande parte do meu. Não sei se você vai ler isso, mas espero que um dia entenda que eu te amo, simples. E, ahn, obrigada, por tudo.

Um sentimento simples, inocente. Simples, mas verdadeiro. Aconteceu de repente. Eles não planejaram nada, mas é como se algo dentro deles já soubesse que ia acontecer. Uma garota. Um garoto. Ela não tem noção do quão grande é o sentimento que estão sentindo. E ele? Ele é misterioso, não sente e nem fala. Talvez seja melhor assim. Ela aqui e ele lá. Talvez os dois nunca saberão o que poderia ter acontecido entre eles, afinal, é apenas um sentimento simples. Mas o destino pode fazer coisas inexplicáveis. O que chamamos de sentimento simples hoje, pode ser o amor de amanhã. Amor? Talvez. O coração de ambos não estariam preparados. Desejo? Quem sabe. Mas é mais que desejo, é vontade de ter um do lado do outro todo dia; vontade de acordar e ver seu sorriso iluminado por um raio de sol; vontade de andar abraçados, de mãos dadas, inocentemente. Sentindo apenas, um sentimento desconhecido. Um sentimento simples. Uma garota. Um garoto. Esperam, algum dia, entender esse sentimento que os cerca cada vez que olham um no olho do outro. Desejando que aquela troca de olhares se torne algo mais. – Emanuelle Carvalho (pequenamemoria)